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Clube Kaplún de Educomunicação de Brasília

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Interioridade em tempos acelerados

Atualizado: 19 de Jun de 2019

Vivemos em um tempo | espaço acelerados, com excesso de informações, tornando nossas vivências estimulantes, projetivas, mas também superficiais e horizontais.

O acesso à interioridade se faz por meio do silêncio, da inspiração e expiração consciente

A condição humana clama por tempo de experiência, lugar do sagrado em nós, espera para decantar as vivências, deixar-se envolver por aquilo que somos afetados e afetamos. Quando buscamos aprofundar e saborear as experiências, percebemos o quanto somos mais do que aparentamos, que somos mistério, que somos simbólicos e que necessitamos de integração e sentido.

Na sociedade atual, segundo autores como Bauman, Roberto Crema, Ken Wilber, dentree outros, à medida em que aumenta nosso conhecimento sobre o mundo exterior – e sabemos mais da matéria com a qual somos feitos –, diminui, e nos escapa, o universo da interioridade e compreendemos menos quem somos.

O acesso as vias da interioridade se faz por meio do silêncio, da inspiração e expiração consciente, do gesto leve e terno das mãos que brotam de um coração e um olhar que integrou a paz dos conflitos internos.


Decidir viver uma vida mais integrada, leve e inspiradora,

é decidir aprofundar, mergulhar verticalmente na existência, viver a força contida no presente e na experiência encantadora de viver, sentir a vida pulsar, não mecanicamente nem virtualmente, mas organicamente e visceralmente. Para, em seguida, resinificar, elaborar decidir, projetar, planejar, experimentar, escolher e realizar.

Partimos da cosmovisão de que o ser humano é alguém que está em processo de se revelar, num constante vir a ser. A descoberta de si perpassa pela interioridade e pela construção de projetos de vida que abracem caminhos|trilhas, com sentido. Com uma abordagem humanizada e transpessoal, podemos refletir, aprender e orientar sobre as escolhas e contextos em que nossos jovens se encontram.

"Vê-se claramente somente com o coração. O essencial é invisível aos olhos". Antoine de Saint-Exupéry

A nossa identidade é transformada e construída pela presença do OUTRO e pela nossa abertura ao encontro. Os encontros que podemos nomear de vínculos ou laços são o elo da nossa jornada e nos fazem ler e interpretar os sinais durante a travessia da vida. Viver a alteridade nos coloca em contato com as escolhas que fazemos, ou seja, pelo o que “EU SINTO, pelo que EU PENSO e pelo que EU FAÇO”. Por isso é uma jornada fundamentalmente de autoconhecimento que ilumina e orienta o sentido e significado para a pessoa.

A nossa primeira jornada é o nascimento. A segunda jornada é saber quem a gente é. Poder perguntar: qual é a minha trilha? Qual é meu lugar inédito no mundo? A terceira jornada é ofertar para o mundo um pouco de luz, deixar esse lugar melhor do que estava.

Educar na interioridade é criar espaços para a experiência, é recuperar o homem interior e a sua capacidade de pensar, refletir e amar. A interioridade se educa para descobrir o tesouro que que cada um leva dentro de si.

Trabalhar com a dimensão da interioridade possibilita dar à pessoa um caminho que tenha uma alma, um coração. Por isso, perguntas são essenciais: Quem eu sou? Onde eu estou? O que busco? Aonde eu quero ir? São perguntas que sempre nos fazemos. Portanto, é bom manter-se em questionamento. As respostas? Estas encontraremos em um lugar: na interioridade.

(Neimar Sérgio de Souza, psicólogo)