Espaço maker em ascensão. O que fazer com ele?

Atualizado: 26 de Jul de 2019

As tecnologias digitais permitiram diversas convergências ao longo dos últimos anos. Delas vieram equipamentos e técnicas que foram sendo incorporadas no dia a dia das pessoas. Saber utilizar uma Impressora 3D, por exemplo, já não é mais tarefa apenas de técnicos em FabLab ou em empresas especializadas.


Espaço Maker em processo de utilização

As impressoras 3D já estão nos lares brasileiros a preços mais acessíveis e também estão compondo os espaços Maker das escolas. Impressora 3D, cortador à laser, circuitos eletrônicos, junto com outros equipamentos, alguns deles arcaicos, como um martelo, por exemplo, formam uma oficina de múltiplas possibilidades. Eu diria que é o sonho de consumo de qualquer maker no mundo.

Quando se trata de implementar o espaço físico de uma escola ou empresa, incorporando esses equipamentos, o processo é relativamente rápido e objetivo, porém,

quando o assunto é utilizar o espaço, fazendo dele um local de aprendizagens e experimentações, a implementação fica mais complexa e demorada.

Nesta tentativa, no dia 22 de julho, o EduSesc Taguatinga, promoveu uma palestra em que pude conversar com os professores e vermos o cenário maker na era digital. Uma das conclusões a que os próprios professores chegaram é a de que avançamos muito nos últimos 20 anos e hoje, um recurso digital ajuda o outro. Um tutorial no Youtube, por exemplo, ajuda o professor a preparar sua aula em um espaço maker.

Docentes do EduSESC em Reunião de Formação

Trago aqui a contribuição de alguns professores que participaram da palestra sobre Cultura Maker na era digital. A professora de Matemática, Tatiane Costa, entendeu que “o professor precisa usar métodos mais ativos para aguçar a curiosidade dos alunos na era midiática e tecnológica em que estamos”. Considerou também “oportuna a fala do prof. Joadir Foresti em dizer que nem tudo vai ser feito ou abordado dentro do espaço, mas que temos que fazer algo para impulsionar uma mudança de comportamento”.

Já, para o monitor Pedro Ivo, “o tema da palestra é bastante atual e importante de ser discutido no cenário em que vivemos, onde existem inúmeros problemas e poucos recursos para resolver”. E concluiu, “apesar de não ser professor, pude fazer um paralelo entre o tema e a vivência de sala de aula, imaginando possibilidades de ação para cada disciplina”.


Em momento avaliativo os professores ressaltaram também a necessidade de continuidade e assim “focar de forma mais direta sobre abordagens makers e exemplos de projetos já desenvolvidos, para tornar palpável para o professor a necessidade de desenvolver mais propostas de ensino-aprendizagem ‘maker’".

Ao final, percebemos que temos muitas informações e recursos à nossa disposição, porém, nos faltam as metodologias, a motivação para fazer o melhor uso possível e também a associação à objetivos de aprendizagem mais concretos, aliados àqueles a que a humanidade se dedica, como a diminuição da miséria no mundo e a busca por recursos mais sustentáveis e menos nocivos à natureza.

Conectar os desafios da sociedade ao desejo de superá-los, quando despertados nos estudantes e com auxílio do conhecimento dos professores, ainda é a fórmula mais eficaz para se obter ótimos resultados.

[com a colaboração e fotografias do prof. Diones Araújo]

Prof. Joadir Foresti

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